Até sempre, caríssimo Carlos Souto!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Em silêncio, pelo nosso amigo
Até sempre, caríssimo Carlos Souto!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
«Estado de Graça»
Obrigada, Francisco Madeira Luís!
(...) As últimas semanas de Abril, em Aveiro, foram relativamente férteis em actividades culturais: uma série de performances, painéis, exposições ou ateliers, sob o tema “Silêncio”, organizada por uma pequena associação – Oficinas Sem Mestre – em vários espaços da cidade
(...) entre outros, três fabulosos registos fílmicos apresentados no evento sobre o silêncio (“Dundo – memória colonial”, de Diana Andringa, “Cruzeiro Seixas: o vício da liberdade”, de Alberto Serra e uma montagem com imagens da erupção do vulcão dos Capelinhos, nos Açores, em 1957/58, a partir do registo do Professor Frederico Machado);
(...) Dos três filmes direi: do primeiro que ele aclara bem os difíceis trilhos da ambiguidade entre consciência e estatuto de colonizador (e talvez também de alguns colonizados), do segundo que os trilhos, ou melhor, complexos, são agora o da coerência de um projecto criador e do terceiro que à acção da Natureza, ao contrário da do Homem, se nos impõe com a Beleza do inevitável, do arquétipo, para lá do Bem e do Mal, que daí advêm para a nossa espécie.
(...) As últimas semanas de Abril, em Aveiro, foram relativamente férteis em actividades culturais: uma série de performances, painéis, exposições ou ateliers, sob o tema “Silêncio”, organizada por uma pequena associação – Oficinas Sem Mestre – em vários espaços da cidade
(...) entre outros, três fabulosos registos fílmicos apresentados no evento sobre o silêncio (“Dundo – memória colonial”, de Diana Andringa, “Cruzeiro Seixas: o vício da liberdade”, de Alberto Serra e uma montagem com imagens da erupção do vulcão dos Capelinhos, nos Açores, em 1957/58, a partir do registo do Professor Frederico Machado);
(...) Dos três filmes direi: do primeiro que ele aclara bem os difíceis trilhos da ambiguidade entre consciência e estatuto de colonizador (e talvez também de alguns colonizados), do segundo que os trilhos, ou melhor, complexos, são agora o da coerência de um projecto criador e do terceiro que à acção da Natureza, ao contrário da do Homem, se nos impõe com a Beleza do inevitável, do arquétipo, para lá do Bem e do Mal, que daí advêm para a nossa espécie.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
De 22 a 25, Silêncio e ... festa!
Inspirado no texto de George Steiner, «The retreat from the word», Painel IV, intitulado O DECLÍNIO DA ERA DA PALAVRA, com os profs. Isabel Cristina Rodrigues (UA/Dpto Línguas e Culturas), Fernando Almeida e Jorge Hamilton (UA/Dpto Geociências), David Vieira (UA/Dpto Matemática), moderado por João Martins (músico e sonoplasta)/ Performas Dia 23 às 22h
hã Toino de Lírio, o homem-estátua, António Gomes dos Santos/ Performas Dia 23 às 21h30 e 23h30
A cela branca de Ivar Corceiro, 6'13'' / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30
Dundo Memória Colonial, 60', documentário de Diana Andringa com a presença da jornalista-realizadora/ [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30
Isabela Figueiredo / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30
CONCERTO DE CELINA PEREIRA, Mornas sem Tempo/ Performas Dia 24 às 22h30Couscous Prosjekt, com Bagaço Amarelo e Moa bird/ Performas Dia 24 às 24h
Exposição/manipulação de cartazes políticos com Francisco Madeira Luís/ Mercado Negro Dia 25 a partir das 16h
Cruzeiro Seixas - O Vício da Liberdade, 54', com presença do autor do documentário, o jornalista Alberto Serra/ Mercado Negro Dia 25 às 18h30
... e isto não é tudo, há mais e mais, o que foi sendo criado/recriado/instalado ao longo da última semana, o que se acrescenta nos próximos dias, bombos!, festa, muita festa, com textos sub-vers-ivos e m-ú-s-i-c-a contínua pela noite dentro... porque o silêncio acaba no dia 25 de Abril e nós queremos gritar "25 de Abril SEMPRE!"!
Link: Programação detalhada
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Grupo de Percussão da Associação Pelo Prazer de Viver, Mozelos, Santa Maria da Feira
domingo, 18 de abril de 2010
É possível figurar o silêncio?
Não é possível figurar o silêncio visualmente. Há figurações do silêncio, que são o próprio silêncio ou a impressão de um silêncio. A figuração do silêncio só pode ser auditiva, por confronto com a música e com o ruído. Mas, pelo contrário, é possível representar visualmente o silêncio.
(Profª Adriana Baptista, Painel «Olhar o silêncio» - Nas imagens o silêncio diz tudo ao mesmo tempo, dia 16 de Abril)
Penguin Books
Advertising Agency: DDB Hong Kong
Creative Directors: Ruth Lee, Paul Chan, O’ Poon
Copywriters: Paul Chan, Jay Lee
Art Directors: O’ Poon, Fei Leung
Photographer: Steve Wong
(Profª Adriana Baptista, Painel «Olhar o silêncio» - Nas imagens o silêncio diz tudo ao mesmo tempo, dia 16 de Abril)
Penguin Books
Advertising Agency: DDB Hong Kong
Creative Directors: Ruth Lee, Paul Chan, O’ Poon
Copywriters: Paul Chan, Jay Lee
Art Directors: O’ Poon, Fei Leung
Photographer: Steve Wong
Os silêncios da fala
São tantos
os silêncios da fala
De sede
De saliva
De suor
Silêncios de silex
no corpo do silêncio
Silêncios de vento
de mar
e de torpor
De amor
Depois, há as jarras
com rosas de silêncio
Os gemidos
nas camas
As ancas
O sabor
O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor
MARIA TERESA HORTA
[Poema seleccionado por Alberto Serra para o seu recital de poesia. dia 17 de Abril, no Performas. para quem quis estar em silêncio. e escutar.]
os silêncios da fala
De sede
De saliva
De suor
Silêncios de silex
no corpo do silêncio
Silêncios de vento
de mar
e de torpor
De amor
Depois, há as jarras
com rosas de silêncio
Os gemidos
nas camas
As ancas
O sabor
O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor
MARIA TERESA HORTA
[Poema seleccionado por Alberto Serra para o seu recital de poesia. dia 17 de Abril, no Performas. para quem quis estar em silêncio. e escutar.]
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Recital de Poesia
Sobre perder tempo
O autor quer permanecer anónimo... mas os envelopes que compõe entre pinturas e colagens têm destinatários certos. As cartas que quase já não se escrevem merecem um envólucro especial. Uma recolha dos envelopes raros resultou numa exposição. Até ao dia 25 de Abril, em silêncio, venham descobrir um velho hábito que alguém mantém e que transfigurou em arte.
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Comunidade de Leitores "Alma Azul"
Todos os meses, Elsa Ligeiro, responsável pela editora Alma Azul, vem a Aveiro orientar uma comunidade de leitores. Este mês o tema foi... o silêncio, a partir da obra de Maria Gabriela Llansol, «Amigo e amiga - Curso de silêncio de 2004». Para integrar esta comunidade de leitores inscreva-se usando o email das Oficinas Sem Mestre.
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Colectiva de pintura intitulada SILÊNCIO
[Imagens dos quadros de Patrão Lopes e Helder Bandarra]
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Pintura
mariana de almeida
«personagens imaginárias ou imaginários de uma personagem»



«no exercício constante do fazer de conta, faz de conta que é actriz.
significa, exprime, divaga estados de (in)consciência, gestos, silêncios, máscaras.
o retrato do imaginário...»
a doce avó musa da doce mariana esteve presente na inauguração da exposição (dia 17 de Abril).
«no exercício constante do fazer de conta, faz de conta que é actriz.
significa, exprime, divaga estados de (in)consciência, gestos, silêncios, máscaras.
o retrato do imaginário...»
a doce avó musa da doce mariana esteve presente na inauguração da exposição (dia 17 de Abril).
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sábado, 17 de abril de 2010
Isabel Cristina Pires
O NOME DA ROSA
No início era algo
que não tinha nome.
Teve de desabrochar e ficar nua,
e inventar o silêncio do esplendor
que só depois foi escarlate;
e desvendar outra coisa sem baptismo
que só depois foi perfume.
Nada tinha nome até nascer a rosa.
ESCRITA
A escrita faz do silêncio
uma planície amarela:
a cor
cumpre o seu fado de monstro
poisando nas palavras
in Isabel Cristina Pires (2007). Deserto Pintado. Lisboa: Caminho.
No início era algo
que não tinha nome.
Teve de desabrochar e ficar nua,
e inventar o silêncio do esplendor
que só depois foi escarlate;
e desvendar outra coisa sem baptismo
que só depois foi perfume.
Nada tinha nome até nascer a rosa.
ESCRITA
A escrita faz do silêncio
uma planície amarela:
a cor
cumpre o seu fado de monstro
poisando nas palavras
in Isabel Cristina Pires (2007). Deserto Pintado. Lisboa: Caminho.
A ESCRITORA, HOJE, EM AVEIRO, NO PERFORMAS - PAINEL "SILÊNCIO NA LITERATURA", 22H
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Gabriela Llansol
...viagem ao imaginário da escritora Maria Gabriela Llansol. por Vera Mantero.
Comunidade de Leitores, 18h00
Larissa Latif

Pra começar a contar
O meu nome é Larissa Latif Plácido Saré. Eu sou uma criatura cuja existência tornou-se possível graças às migrações. Avós migrantes de pai e mãe, pais migrantes, eu mesma, por mais de uma vez e agora, neste momento, migrante. Nasci em Belém do Pará, Brasil, um país de tantos percursos, tantas cartografias de chegadas e partidas. Vim a Portugal estudar festas populares. Festas católicas em homenagem a Maria, Meryan, uma mulher judia, nascida na Palestina que segundo a tradição cristã deu à luz o filho de Deus, Jesus, em Belém de Judá por uma circunstância histórica. O menino Jesus nasce migrante, como migrantes nasceram tantos meninos e meninas judeus e árabes numa região em que caminhar com as areias é o destino de tantos homens e tantas mulheres hoje como há dois mil anos.
Karine Jansen me pede para contar a história da minha família. Disponho-me a começar a narrativa e percebo que sei muito pouco. Um avô, Abdul’Latif Mohamed Saré, a quem devo o nome que assino com orgulho, como uma prova dessa identidade fugidia que me constitui: mestiçagem, migração, hibridação. Sujeito pós-moderno? Ou apenas mais uma mulher filha de tantos caminhos trilhados pelos ancestrais, caminhos de terra, caminhos de vento e de mar. Uma Latifa. Mais uma. Quantas haverá hoje espalhadas pelo mundo? Os árabes estão em toda parte.
Meu avô foi o meu ancestral mais próximo nascido no Líbano. Seu filho Ahmed, meu pai, me repetiu a história de sua vinda para as Américas durante toda a minha infância. Meu avô libanês, que não conheci, é um dos heróis recorrentes na formação de minha sensibilidade estética, histórica, geográfica, cultural, política. Ao escolher assinar Latif, longe de qualquer desprezo pelo Saré que identifica minha família, escolhi fortalecer um laço com meu ancestral naquilo que faz de mim ser o que sou, uma artista, uma narradora, uma viajante. O nome Larissa Latif para mim significa “Larissa, filha de Ahmed, neta de Abdul’Latif, o imigrante, o viajante, o narrador, o pai de Ahmed, o narrador, o viajante, o comunista, meu pai”.
O que sei de meu avô? Que nasceu em Hadara, um povoado montanhês no Líbano, na região de Trípoli, que perdeu o pai aos quatro anos de idade, vítima de hidrofobia depois de uma mordida de cachorro, que era um camponês pobre e tinha uma irmã chamada Nazira. Não lembro os nomes de meus bisavós. Aos dezoito anos, Abdul’Latif deixou sua aldeia, desceu até o porto de Trípoli e embarcou num navio para Marselha. Deixou sua mãe e sua irmã para não ser obrigado a alistar-se nas tropas turco-otomanas que ocupavam seu país. Sim, meu avô foi também fugitivo de um regime, como mais tarde seu filho Ahmed o seria. Deles penso que herdei essa sensação de estar em eterno sobreaviso, pronta para pular dentro ou fora de um trem a qualquer momento, em qualquer lugar, uma espécie de desconforto essencial, como se um gene andarilho e a necessidade de partir estivessem impressos em mim tal qual os traços que anunciam a qualquer um que vê meu rosto: Brasileiramente Árabe.
No dia 17 de Abril, em Aveiro, «Larilalá». Larissa Latif dando vida ao silêncio.
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Teatro
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Hoje às 21h30 | Painel I – OLHAR O SILÊNCIO: IMAGEM E COMUNICAÇÃO | no PERFORMAS
Painel I:
Adriana Baptista, docente da ESE e da ESMAE, apresenta «Nas imagens, o silêncio diz tudo ao mesmo tempo»
Paula Soares, docente da UA/DeCA, apresenta «Uma retórica do silêncio, João César Monteiro»
Moderação Rui Baptista, jornalista (Lusa)
Paula Soares, docente da UA/DeCA, apresenta «Uma retórica do silêncio, João César Monteiro»
Moderação Rui Baptista, jornalista (Lusa)
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